Crise no autismo: 3 erros comuns e o que fazer no lugar
- Dra. Mônica Iovanovich
- 5 de mai.
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jul.
Por Dra. Mônica Iovanovich
MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
Durante a crise, segurança vem antes de explicação
Uma crise autista pode ocorrer quando demandas, dor, sobrecarga sensorial ou dificuldade de comunicação ultrapassam a capacidade de regulação da criança. Três respostas costumam piorar o momento: discutir para convencer, aumentar estímulos e exigir que a criança se acalme imediatamente.
Mães me contam que, no auge da crise, sentem que qualquer escolha será julgada. Eu não procuro culpados. Primeiro reduzimos risco e estímulos; depois, com todos regulados, investigamos o que antecedeu o episódio e o que pode ser ajustado.
Os três erros e suas alternativas
Erro: fazer muitas perguntas ou sermões. Alternativa: poucas palavras, voz baixa e instruções concretas.
Erro: cercar, tocar ou conter sem necessidade. Alternativa: oferecer espaço e remover perigos, respeitando sinais sensoriais.
Erro: punir a crise como desobediência. Alternativa: analisar dor, comunicação, demanda, ambiente e habilidades disponíveis.
Ferramenta prática: registro ABC sem culpa
Depois do episódio, anote A de antes: o que aconteceu e quais sinais surgiram; B de comportamento: descreva apenas o que foi visto; C de consequência: o que os adultos fizeram e como terminou. O registro serve para encontrar padrões, não para responsabilizar a criança ou a mãe.
O que você pode fazer agora
Reduza luz, ruído, pessoas e fala, quando possível.
Proteja a criança e outras pessoas de perigos imediatos.
Ofereça uma rota simples: lugar mais calmo, objeto regulador ou pausa.
Revise o episódio apenas quando todos estiverem recuperados.
Quando uma avaliação pode ajudar
Crises frequentes, intensas ou com agressão, autoagressão, fuga, perda de consciência ou suspeita de dor exigem avaliação. O plano deve investigar saúde física, comunicação, sono, ambiente e condições emocionais, além de ensinar prevenção e respostas consistentes.
Em risco imediato de lesão grave, procure atendimento de urgência. Contenção física improvisada pode causar dano e não deve ser usada como punição.
Fontes que usei para esta orientação
Sobre a autora
Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0
Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.
Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.
Quer organizar os próximos passos?
Se as crises estão dominando a rotina, podemos ajudar a identificar padrões e organizar um plano de segurança e cuidado individualizado.
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