Alimentação para crianças com TDAH: o que ajuda sem prometer cura
- Dra. Mônica Iovanovich
- 24 de fev. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jul.
Por Dra. Mônica Iovanovich
MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
Comida sustenta a saúde, mas não substitui tratamento do TDAH
Uma alimentação regular, variada e baseada em alimentos pouco processados apoia crescimento e saúde, mas nenhuma dieta comum cura TDAH. Restrições, suplementos ou retirada de grupos alimentares só devem ser considerados quando há indicação individual.
Mães recebem listas de alimentos proibidos e sentem que cada dificuldade do filho veio da lancheira. Eu prefiro olhar para rotina, apetite, crescimento, seletividade e efeitos de medicamentos, sem transformar comida em culpa.
Questões práticas para avaliar
A criança passa longos períodos sem comer e chega muito faminta?
Há perda de apetite associada ao horário do medicamento?
A dieta é muito restrita por sensorialidade ou rotina?
Peso e crescimento estão sendo acompanhados?
Bebidas açucaradas substituem água ou refeições?
Ferramenta prática: mapa de energia e apetite
Por uma semana, registre horários de refeições, apetite, medicação e momentos de maior irritabilidade ou cansaço. O diário ajuda a ajustar rotina com o profissional sem concluir que um alimento causou TDAH.
O que você pode fazer agora
Mantenha refeições e lanches previsíveis.
Ofereça água e alimentos variados dentro da realidade familiar.
Não retire glúten, leite ou açúcar como tratamento sem avaliação.
Converse sobre crescimento e apetite nas revisões.
Quando uma avaliação pode ajudar
Diretrizes consideram dieta e saúde global, mas o tratamento do TDAH depende de idade e prejuízo e pode incluir apoio parental, escola, comportamento e medicação. Nutrição entra no plano quando há necessidade concreta.
Fontes que usei para esta orientação
Sobre a autora
Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0
Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.
Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.
Quer organizar os próximos passos?
Se apetite, seletividade ou crescimento estão complicando o tratamento, podemos avaliar o conjunto e orientar acompanhamento nutricional quando necessário.
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