Depressão infantil: sinais que podem parecer birra, preguiça ou fase
- Dra. Mônica Iovanovich
- 4 de out. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jul.
Por Dra. Mônica Iovanovich
MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
Na infância, tristeza nem sempre aparece como choro
Depressão infantil pode surgir como irritabilidade, perda de interesse, queda de rendimento, isolamento, alterações de sono e apetite, dores frequentes ou comentários de desvalor. Uma fase ruim costuma oscilar; depressão persiste e prejudica o funcionamento.
Mães às vezes percebem que o filho mudou, mas recebem a resposta é da idade. Eu levo essa mudança a sério sem concluir cedo demais. A pergunta central é: o que ele deixou de fazer, sentir ou conseguir ao longo das últimas semanas?
Mudanças que merecem atenção
Perdeu interesse por brincadeiras, amigos ou atividades preferidas.
Ficou mais irritado, retraído ou sem energia.
Apresenta queda escolar ou dificuldade de concentração nova.
Fala que é um peso, não serve para nada ou não quer existir.
Muda muito o sono, o apetite ou o autocuidado.
Ferramenta prática: linha de base de duas semanas
Registre humor, interesse, sono, alimentação, escola e eventos importantes por 14 dias. Pergunte com calma como a criança tem se sentido e aceite respostas por desenho ou escrita, conforme idade.
O que você pode fazer agora
Converse sem prometer segredo absoluto sobre risco.
Informe escola e cuidadores relevantes com respeito à privacidade.
Mantenha rotina básica e presença sem exigir animação.
Procure avaliação quando sintomas persistem ou há prejuízo.
Quando uma avaliação pode ajudar
A avaliação inclui risco de autoagressão e suicídio, contexto familiar e escolar, bullying, saúde física e condições coexistentes. Tratamento costuma envolver intervenções psicológicas e familiares; medicamentos, quando considerados, exigem indicação e monitoramento apropriados.
Se houver fala sobre morte, plano suicida, autoagressão ou risco imediato, fique com a criança, retire meios de lesão e procure emergência ou SAMU 192. O CVV atende pelo 188.
Fontes que usei para esta orientação
Sobre a autora
Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0
Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.
Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.
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Se você reconhece uma mudança persistente no seu filho, podemos avaliar o sofrimento e orientar um cuidado seguro.
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