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Depressão infantil: sinais que podem parecer birra, preguiça ou fase

Atualizado: 16 de jul.

Por Dra. Mônica Iovanovich

MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência

Na infância, tristeza nem sempre aparece como choro

Depressão infantil pode surgir como irritabilidade, perda de interesse, queda de rendimento, isolamento, alterações de sono e apetite, dores frequentes ou comentários de desvalor. Uma fase ruim costuma oscilar; depressão persiste e prejudica o funcionamento.

Mães às vezes percebem que o filho mudou, mas recebem a resposta é da idade. Eu levo essa mudança a sério sem concluir cedo demais. A pergunta central é: o que ele deixou de fazer, sentir ou conseguir ao longo das últimas semanas?

Mudanças que merecem atenção

  • Perdeu interesse por brincadeiras, amigos ou atividades preferidas.

  • Ficou mais irritado, retraído ou sem energia.

  • Apresenta queda escolar ou dificuldade de concentração nova.

  • Fala que é um peso, não serve para nada ou não quer existir.

  • Muda muito o sono, o apetite ou o autocuidado.

Ferramenta prática: linha de base de duas semanas

Registre humor, interesse, sono, alimentação, escola e eventos importantes por 14 dias. Pergunte com calma como a criança tem se sentido e aceite respostas por desenho ou escrita, conforme idade.

O que você pode fazer agora

  • Converse sem prometer segredo absoluto sobre risco.

  • Informe escola e cuidadores relevantes com respeito à privacidade.

  • Mantenha rotina básica e presença sem exigir animação.

  • Procure avaliação quando sintomas persistem ou há prejuízo.

Quando uma avaliação pode ajudar

A avaliação inclui risco de autoagressão e suicídio, contexto familiar e escolar, bullying, saúde física e condições coexistentes. Tratamento costuma envolver intervenções psicológicas e familiares; medicamentos, quando considerados, exigem indicação e monitoramento apropriados.

Se houver fala sobre morte, plano suicida, autoagressão ou risco imediato, fique com a criança, retire meios de lesão e procure emergência ou SAMU 192. O CVV atende pelo 188.

Fontes que usei para esta orientação

Sobre a autora

Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0

Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.

Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.

Quer organizar os próximos passos?

Se você reconhece uma mudança persistente no seu filho, podemos avaliar o sofrimento e orientar um cuidado seguro.

 
 
 

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Dra. Mônica Iovanovich
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