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Depressão maior em adolescentes: como diferenciar sofrimento de uma fase

Atualizado: 16 de jul.

Por Dra. Mônica Iovanovich

MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência

A adolescência explica mudanças, mas não deve explicar todo sofrimento

Depressão maior envolve um conjunto de sintomas persistentes, como humor deprimido ou irritável, perda de interesse, alterações de sono e apetite, culpa, falta de energia, dificuldade de concentração e pensamentos de morte, com prejuízo relevante. Diagnóstico exige avaliação; não se baseia em um único dia ruim.

Mães podem ter medo de perguntar sobre suicídio ou de invadir a privacidade. Eu explico que conversar diretamente e com respeito não cria a ideia. O adolescente precisa de espaço próprio, mas também de adultos capazes de agir quando há risco.

Sinais de alerta no cotidiano

  • Afastamento súbito de amigos e atividades.

  • Queda importante no autocuidado ou na escola.

  • Desesperança, culpa ou sensação de ser um peso.

  • Uso de substâncias para escapar do sofrimento.

  • Autoagressão, preparação para despedida ou fala sobre morte.

Ferramenta prática: pergunta direta e acolhedora

Diga: percebi que você não está bem; em algum momento pensou em se machucar ou em não querer mais viver? Ouça sem interromper. Se a resposta indicar risco, não deixe o adolescente sozinho e procure ajuda.

O que você pode fazer agora

  • Evite debates sobre ter motivos ou não para sofrer.

  • Reduza acesso a medicamentos, armas e outros meios de lesão.

  • Procure avaliação de saúde mental.

  • Mantenha acompanhamento mesmo após melhora inicial.

Quando uma avaliação pode ajudar

A avaliação considera gravidade, risco, transtorno bipolar, ansiedade, trauma, substâncias, saúde física e contexto. O tratamento é individualizado e pode envolver psicoterapia, família, escola e medicação com monitoramento.

Risco imediato, plano suicida, intoxicação ou autoagressão requer emergência ou SAMU 192. O CVV atende pelo 188, mas não substitui urgência médica.

Fontes que usei para esta orientação

Sobre a autora

Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0

Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.

Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.

Quer organizar os próximos passos?

Se você está em dúvida entre fase e depressão, podemos fazer uma avaliação clínica e de risco sem minimizar o adolescente.

 
 
 

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Dra. Mônica Iovanovich
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