Depressão maior em adolescentes: como diferenciar sofrimento de uma fase
- Dra. Mônica Iovanovich
- 4 de out. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jul.
Por Dra. Mônica Iovanovich
MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
A adolescência explica mudanças, mas não deve explicar todo sofrimento
Depressão maior envolve um conjunto de sintomas persistentes, como humor deprimido ou irritável, perda de interesse, alterações de sono e apetite, culpa, falta de energia, dificuldade de concentração e pensamentos de morte, com prejuízo relevante. Diagnóstico exige avaliação; não se baseia em um único dia ruim.
Mães podem ter medo de perguntar sobre suicídio ou de invadir a privacidade. Eu explico que conversar diretamente e com respeito não cria a ideia. O adolescente precisa de espaço próprio, mas também de adultos capazes de agir quando há risco.
Sinais de alerta no cotidiano
Afastamento súbito de amigos e atividades.
Queda importante no autocuidado ou na escola.
Desesperança, culpa ou sensação de ser um peso.
Uso de substâncias para escapar do sofrimento.
Autoagressão, preparação para despedida ou fala sobre morte.
Ferramenta prática: pergunta direta e acolhedora
Diga: percebi que você não está bem; em algum momento pensou em se machucar ou em não querer mais viver? Ouça sem interromper. Se a resposta indicar risco, não deixe o adolescente sozinho e procure ajuda.
O que você pode fazer agora
Evite debates sobre ter motivos ou não para sofrer.
Reduza acesso a medicamentos, armas e outros meios de lesão.
Procure avaliação de saúde mental.
Mantenha acompanhamento mesmo após melhora inicial.
Quando uma avaliação pode ajudar
A avaliação considera gravidade, risco, transtorno bipolar, ansiedade, trauma, substâncias, saúde física e contexto. O tratamento é individualizado e pode envolver psicoterapia, família, escola e medicação com monitoramento.
Risco imediato, plano suicida, intoxicação ou autoagressão requer emergência ou SAMU 192. O CVV atende pelo 188, mas não substitui urgência médica.
Fontes que usei para esta orientação
Sobre a autora
Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0
Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.
Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.
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Se você está em dúvida entre fase e depressão, podemos fazer uma avaliação clínica e de risco sem minimizar o adolescente.
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