Depressão pós-parto: sinais, apoio e quando pedir ajuda
- Dra. Mônica Iovanovich
- 4 de out. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jul.
Por Dra. Mônica Iovanovich
MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
Amar o bebê e estar sofrendo podem acontecer ao mesmo tempo
Depressão pós-parto é uma condição de saúde tratável, não falta de amor, gratidão ou competência materna. Tristeza persistente, culpa intensa, perda de interesse, ansiedade, dificuldade para dormir mesmo quando há oportunidade e sensação de incapacidade merecem atenção profissional.
Como médica e mãe, sei como o puerpério pode misturar afeto, exaustão, medo e silêncio. Muitas mulheres adiam o pedido de ajuda porque acham que precisam parecer felizes. Eu quero dizer com clareza: procurar cuidado protege você e também amplia a rede de proteção do bebê.
Sinais que merecem ser compartilhados
Tristeza, vazio, irritabilidade ou ansiedade intensa na maior parte dos dias.
Perda de prazer ou desconexão de atividades e pessoas importantes.
Culpa, desesperança ou sensação de ser uma mãe incapaz.
Alterações importantes de sono ou apetite além do esperado pela rotina do bebê.
Dificuldade de cuidar de si ou do bebê, pensamentos de morte, autoagressão ou de machucar alguém.
Ferramenta prática: pedido de ajuda em três frases
Envie a alguém de confiança: não estou bem; preciso que você fique comigo ou com o bebê hoje; quero ajuda para marcar uma avaliação. Você não precisa explicar tudo para merecer companhia e cuidado.
O que você pode fazer agora
Conte a uma pessoa de confiança ainda hoje.
Procure a equipe do pré-natal, da maternidade, da atenção básica ou um profissional de saúde mental.
Organize ajuda concreta para sono, alimentação e cuidados do bebê.
Evite interromper ou iniciar medicamentos por conta própria, especialmente durante amamentação.
Quando uma avaliação pode ajudar
Uma avaliação distingue depressão pós-parto de outras condições, considera saúde física, sono, rede de apoio e risco, e orienta tratamento individualizado. Psicoterapia, apoio social e, em alguns casos, medicação podem fazer parte do cuidado com decisão compartilhada.
Se houver risco imediato de autoagressão, suicídio, de machucar o bebê, confusão intensa ou perda de contato com a realidade, não fique sozinha: procure uma emergência ou ligue para o SAMU 192. O CVV atende pelo 188 para apoio emocional.
Fontes que usei para esta orientação
Sobre a autora
Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0
Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.
Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.
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O Espaço Mentes Pequeninas é voltado à infância e à família. Se o sofrimento materno está afetando o cuidado do bebê, nossa equipe pode orientar a busca do serviço adulto adequado e avaliar necessidades de desenvolvimento e saúde da criança.
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