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Saúde mental infantil no Rio: como escolher um cuidado que acolhe a família

Atualizado: 16 de jul.

Por Dra. Mônica Iovanovich

MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência

Você não precisa chegar à consulta com todas as respostas

Quando uma criança muda de comportamento, enfrenta dificuldades na escola ou parece sofrer emocionalmente, o primeiro passo não é procurar um rótulo: é organizar a história e escolher uma avaliação que escute a criança, a família e os diferentes ambientes em que ela vive.

Na minha prática, muitas mães chegam com uma pasta de relatórios e a sensação de que ainda falta alguém ligar os pontos. Eu começo pela pergunta que mais importa: o que está difícil hoje e como isso afeta a vida da criança e da família? A partir daí, construímos hipóteses e próximos passos sem prometer respostas instantâneas.

O que levar em conta ao escolher o cuidado

  • O profissional investiga desenvolvimento, saúde física, sono, alimentação, escola, relações e contexto familiar.

  • A criança ou o adolescente é ouvido de forma adequada à idade, sem ser reduzido ao relato dos adultos.

  • A família recebe explicações claras sobre hipóteses, limites da avaliação e alternativas de cuidado.

  • Há abertura para conversar com escola e outros profissionais, mediante autorização da família.

  • O plano é revisto de acordo com resposta, efeitos adversos e mudanças na rotina.

Nenhum exame isolado, questionário online ou relato de uma única situação substitui uma avaliação clínica abrangente.

Ferramenta prática: a linha do tempo de uma página

Divida uma folha em três partes: quando a preocupação começou, o que mudou desde então e o que já ajudou ou piorou. Acrescente exemplos concretos de casa e da escola. Essa página costuma ser mais útil do que tentar lembrar tudo durante a consulta.

O que você pode fazer agora

  • Escolha duas dificuldades prioritárias para discutir primeiro.

  • Leve nomes e doses de medicamentos, exames e relatórios anteriores, se existirem.

  • Anote sono, alimentação, faltas escolares e situações de crise por uma semana.

  • Pergunte como será medido o progresso e quando o plano será revisto.

Quando uma avaliação pode ajudar

Uma avaliação médica pode ajudar quando a dificuldade persiste, causa sofrimento, prejudica aprendizagem, convivência, autocuidado ou segurança. O cuidado pode envolver pediatria, saúde mental, psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e escola, conforme a necessidade real de cada criança.

Fontes que usei para esta orientação

Sobre a autora

Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0

Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.

Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.

Quer organizar os próximos passos?

No Espaço Mentes Pequeninas, na Barra da Tijuca e por telemedicina quando apropriado, minha equipe pode ouvir sua principal preocupação e explicar se uma consulta médica é um bom primeiro passo.

 
 
 

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Dra. Mônica Iovanovich
Médica | CRM 52-110005-0
Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
Atendimento: Barra da Tijuca e telemedicina

Av. João Cabral de Mello Neto, 850 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ, 22775-057

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