TDAH: como dar instruções que seu filho consegue seguir
- Dra. Mônica Iovanovich
- 23 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jul.
Por Dra. Mônica Iovanovich
MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
Repetir mais alto não torna a instrução mais simples
Crianças com TDAH podem perder partes de uma instrução longa por dificuldades de atenção e memória de trabalho. Pedidos curtos, visíveis e feitos no momento certo aumentam a chance de execução; isso não elimina a necessidade de limites, mas reduz falhas previsíveis.
Mães costumam dizer: eu pedi cinco vezes. Quando reconstruímos a cena, percebem que o pedido veio de longe, durante uma tela, com quatro etapas e pressa. A mudança não está em falar sem parar; está em preparar a atenção e entregar uma ação por vez.
O que costuma atrapalhar a resposta
Dar várias ordens no mesmo pedido.
Falar enquanto a criança está concentrada em outra atividade.
Usar expressões vagas como se comporte ou arrume tudo.
Esperar execução imediata de uma tarefa sem começo visível.
Corrigir apenas no final, quando muitas etapas já se perderam.
Ferramenta prática: instrução em cinco movimentos
Aproxime-se, chame pelo nome, faça um pedido observável, peça que a criança diga qual é o primeiro passo e reconheça quando ela começa. Exemplo: coloque o caderno azul na mochila, em vez de organize suas coisas.
O que você pode fazer agora
Comece com tarefas de uma etapa.
Use listas ou imagens para sequências repetidas.
Dê tempo suficiente para iniciar antes de repetir.
Reduza distrações apenas durante a tarefa prioritária.
Quando uma avaliação pode ajudar
Se dificuldades de atenção, organização e controle de impulsos causam prejuízo em casa e na escola, uma avaliação pode investigar TDAH e condições como ansiedade, dificuldades de aprendizagem, alterações do sono e linguagem. Estratégias familiares fazem parte do plano, com ou sem diagnóstico.
Fontes que usei para esta orientação
Sobre a autora
Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0
Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.
Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.
Quer organizar os próximos passos?
Se quase toda instrução termina em conflito, podemos mapear onde a sequência quebra e construir apoios adequados à idade do seu filho.
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