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Mãe atípica exausta: por que o cansaço não é falta de amor

Por Dra. Mônica Iovanovich — CRM 52-110005-0

Seis e meia da manhã: alarme. Sete: café e a primeira negociação do dia. Oito: escola. Dez: ligação da coordenadora. Meio-dia: fono. Duas: reunião de trabalho, tentando parecer que a cabeça não está em três lugares ao mesmo tempo. Quatro: terapia ocupacional. Sete: jantar, banho, rotina de sono que nunca é rápida. Onze da noite, finalmente sozinha, e a única coisa que consegue pensar é: eu devia estar dando conta melhor disso.

Se esse dia parece familiar, eu preciso te dizer uma coisa antes de qualquer outra: você não está dando conta mal. Você está segurando uma rotina que exigiria uma equipe inteira, sozinha, e ainda cobrando de si mesma energia que ninguém teria sobrando.

O cansaço que ninguém enxerga

Existe um tipo de cansaço que não aparece em exame nenhum: a hipervigilância constante, o corpo sempre um pouco em alerta esperando a próxima crise, a próxima ligação da escola, o próximo imprevisto. Some a isso a gestão de uma agenda de terapias que funciona como um segundo trabalho, muitas vezes não remunerado e pouco reconhecido. É desgastante de um jeito que "vou dormir mais cedo" não resolve.

Por que "só descansar mais" não é a resposta

Autocuidado costuma ser tratado como luxo ou capricho — algo pra depois que tudo o resto estiver resolvido. Só que na maternidade atípica "tudo o resto resolvido" raramente chega. E aí o autocuidado nunca acontece, e o corpo e a mente vão cobrando a conta de outras formas: irritabilidade, insônia, sensação de estar sempre no limite.

Cuidar de você também é cuidar dele

Existe uma ideia que costumo repetir nas consultas: um adulto regulado é a ferramenta de regulação mais eficaz que uma criança neurodivergente pode ter por perto. Isso não é papo motivacional — é literal. Quando você tem um mínimo de espaço para respirar, você tem mais recurso emocional disponível para os momentos difíceis do seu filho. Cuidar de você não compete com cuidar dele. Faz parte do mesmo cuidado.

Você também merece um espaço de cuidado

Se faz tempo que ninguém pergunta como você está — de verdade —, eu gostaria de te oferecer esse espaço. Não é sobre tirar o foco do seu filho. É sobre te dar suporte para seguir sendo a base que ele precisa, sem se apagar no processo.

Agende uma sessão de orientação parental: https://www.espacomentespequeninas.com.br/service-page/orientação-parental

Este texto tem caráter informativo e não substitui uma avaliação clínica individualizada. Cada criança e cada família têm uma história própria, e é essa história que deve guiar qualquer decisão sobre acompanhamento profissional.

 
 
 

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Dra. Mônica Iovanovich
Médica | CRM 52-110005-0
Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
Atendimento: Barra da Tijuca e telemedicina

Av. João Cabral de Mello Neto, 850 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ, 22775-057

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©2026 por Dra. Mônica Iovanovich

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