Sintomas de TDAH: o que conta é o prejuízo, não a quantidade de itens
- Dra. Mônica Iovanovich
- 30 de jul. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jul.
Por Dra. Mônica Iovanovich
MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
Marcar muitos sintomas não fecha um diagnóstico
Sintomas de TDAH incluem dificuldades de atenção, organização, controle de impulsos e atividade motora, mas o diagnóstico depende de persistência, início na infância, presença em mais de um contexto e prejuízo. Sono insuficiente, ansiedade, aprendizagem e outras condições podem produzir sinais parecidos.
Listas online podem ajudar uma mãe a nomear o que vê, mas também podem confundir comportamentos esperados com doença. Eu transformo cada item em uma pergunta de contexto: quando acontece, com que frequência, desde quando e o que deixa de funcionar?
Exemplos de prejuízo que merecem atenção
Não consegue acompanhar instruções adequadas à idade.
Perde materiais e prazos de forma recorrente.
Interrompe ou age sem avaliar risco.
Evita tarefas por dificuldade de começar ou sustentar esforço.
Vive conflitos, vergonha ou queda de autoestima por essas dificuldades.
Ferramenta prática: matriz frequência, contexto e impacto
Para três comportamentos, anote frequência aproximada, ambientes em que aparecem e impacto concreto. Inclua também situações em que a criança funciona melhor; elas mostram quais apoios e condições fazem diferença.
O que você pode fazer agora
Peça exemplos à escola, não apenas uma opinião geral.
Compare comportamento com crianças da mesma fase de desenvolvimento.
Revise rotina de sono e demanda acadêmica.
Evite iniciar tratamento com base apenas em questionário.
Quando uma avaliação pode ajudar
A avaliação clínica integra entrevistas, escalas, história de desenvolvimento e informações de diferentes pessoas. Ela também procura condições que coexistem com TDAH e precisam de atenção própria.
Fontes que usei para esta orientação
Sobre a autora
Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0
Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.
Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.
Quer organizar os próximos passos?
Se as listas parecem descrever seu filho, podemos transformar sintomas em exemplos clínicos e avaliar o que realmente está causando prejuízo.

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