Sinais de autismo em bebês de 9 a 18 meses: o que acompanhar
- Dra. Mônica Iovanovich
- 28 de abr.
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jul.
Por Dra. Mônica Iovanovich
MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
Observe a trajetória, não um teste improvisado
Entre 9 e 18 meses, diferenças persistentes em gestos, resposta social, compartilhamento de interesse, linguagem inicial e flexibilidade podem motivar uma avaliação do desenvolvimento. Nenhum desses sinais isoladamente confirma autismo, e atrasos podem ter outras causas.
Eu sei que esperar parece impossível quando a dúvida envolve um bebê. A melhor forma de agir cedo é acompanhar marcos, ouvir as preocupações da família e procurar avaliação quando algo não evolui, sem repetir comandos para tentar obter uma resposta específica.
Aspectos para acompanhar nessa faixa etária
Uso de gestos como apontar, mostrar, dar tchau ou pedir colo.
Resposta ao nome e interesse por vozes e rostos familiares.
Troca de sons, expressões e brincadeiras simples de turnos.
Compartilhamento de interesse, como olhar para o adulto e para um objeto.
Perda de palavras, gestos ou habilidades já adquiridas.
Ferramenta prática: três vídeos naturais, não três testes
Se houver dúvida, registre brevemente três situações espontâneas em dias diferentes: brincadeira, refeição e interação com outra pessoa. Não chame o nome repetidamente nem retire objetos para provocar uma reação.
O que você pode fazer agora
Converse sobre audição e visão na consulta.
Use a caderneta e listas de marcos atualizadas.
Compartilhe preocupações mesmo que outras pessoas digam para esperar.
Procure avaliação rapidamente se houver regressão.
Quando uma avaliação pode ajudar
Monitoramento e triagem do desenvolvimento ajudam a decidir encaminhamentos. Instrumentos específicos para autismo têm faixas etárias próprias; antes disso, o foco é desenvolvimento global, exame clínico e evolução.
Fontes que usei para esta orientação
Sobre a autora
Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0
Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.
Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.
Quer organizar os próximos passos?
Se o desenvolvimento do seu bebê parece ter parado ou mudado, podemos ouvir sua linha do tempo e orientar uma avaliação adequada à idade.
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