Seletividade alimentar no autismo: acolher sem deixar de investigar
- Dra. Mônica Iovanovich
- 30 de jul. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jul.
Por Dra. Mônica Iovanovich
MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
Não é frescura, mas também não deve ser ignorada
Seletividade alimentar no autismo pode envolver sensorialidade, rigidez, habilidades motoras orais, experiências negativas, dor ou condições gastrointestinais. Pressionar a criança a comer pode aumentar aversão, enquanto dietas muito restritas podem causar deficiências e exigem avaliação.
Mães chegam culpadas porque o prato tem poucos alimentos. Eu começo retirando julgamento e fazendo perguntas clínicas: o que a criança aceita, como come, o que mudou, se há dor, crescimento adequado e risco nutricional.
Sinais que pedem avaliação mais rápida
Perda de peso, crescimento inadequado ou cansaço.
Engasgos, tosse, vômitos ou dor ao comer.
Lista de alimentos cada vez menor.
Ausência de grupos alimentares importantes.
Refeições longas, muito conflituosas ou com medo intenso.
Ferramenta prática: mapa de alimentos aceitos
Liste alimentos por textura, temperatura, sabor, marca e apresentação. Registre os que já foram aceitos e deixaram de ser. Esse mapa ajuda a identificar padrões e a planejar exposição com a equipe, sem retirar de imediato os alimentos seguros.
O que você pode fazer agora
Mantenha ao menos um alimento aceito na refeição.
Evite esconder ingredientes quando isso rompe confiança ou traz risco.
Não force, ameace ou prolongue a refeição indefinidamente.
Procure pediatria, nutrição e fonoaudiologia conforme os sinais.
Quando uma avaliação pode ajudar
A avaliação considera crescimento, ingestão, exames quando indicados, mastigação, deglutição, sensorialidade e condições médicas. O plano é gradual e individual; suplementos ou dietas de exclusão não devem ser iniciados sem orientação.
Fontes que usei para esta orientação
Sobre a autora
Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0
Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.
Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.
Quer organizar os próximos passos?
Se a lista de alimentos está diminuindo ou as refeições viraram sofrimento, podemos investigar riscos e organizar o encaminhamento adequado.
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