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Seletividade alimentar no autismo: acolher sem deixar de investigar

Atualizado: 16 de jul.

Por Dra. Mônica Iovanovich

MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência

Não é frescura, mas também não deve ser ignorada

Seletividade alimentar no autismo pode envolver sensorialidade, rigidez, habilidades motoras orais, experiências negativas, dor ou condições gastrointestinais. Pressionar a criança a comer pode aumentar aversão, enquanto dietas muito restritas podem causar deficiências e exigem avaliação.

Mães chegam culpadas porque o prato tem poucos alimentos. Eu começo retirando julgamento e fazendo perguntas clínicas: o que a criança aceita, como come, o que mudou, se há dor, crescimento adequado e risco nutricional.

Sinais que pedem avaliação mais rápida

  • Perda de peso, crescimento inadequado ou cansaço.

  • Engasgos, tosse, vômitos ou dor ao comer.

  • Lista de alimentos cada vez menor.

  • Ausência de grupos alimentares importantes.

  • Refeições longas, muito conflituosas ou com medo intenso.

Ferramenta prática: mapa de alimentos aceitos

Liste alimentos por textura, temperatura, sabor, marca e apresentação. Registre os que já foram aceitos e deixaram de ser. Esse mapa ajuda a identificar padrões e a planejar exposição com a equipe, sem retirar de imediato os alimentos seguros.

O que você pode fazer agora

  • Mantenha ao menos um alimento aceito na refeição.

  • Evite esconder ingredientes quando isso rompe confiança ou traz risco.

  • Não force, ameace ou prolongue a refeição indefinidamente.

  • Procure pediatria, nutrição e fonoaudiologia conforme os sinais.

Quando uma avaliação pode ajudar

A avaliação considera crescimento, ingestão, exames quando indicados, mastigação, deglutição, sensorialidade e condições médicas. O plano é gradual e individual; suplementos ou dietas de exclusão não devem ser iniciados sem orientação.

Fontes que usei para esta orientação

Sobre a autora

Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0

Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.

Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.

Quer organizar os próximos passos?

Se a lista de alimentos está diminuindo ou as refeições viraram sofrimento, podemos investigar riscos e organizar o encaminhamento adequado.

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Dra. Mônica Iovanovich
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