Atividade física ajuda na depressão de crianças e adolescentes?
- Dra. Mônica Iovanovich
- 25 de jan. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jul.
Por Dra. Mônica Iovanovich
MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
Movimento pode apoiar, mas não deve virar mais uma cobrança
Atividade física pode contribuir para saúde e bem-estar e é recomendada como parte do cuidado em depressão infantil e adolescente. Ela não substitui avaliação ou tratamento e precisa ser adaptada à energia, segurança, interesse e condição física do jovem.
Dizer simplesmente vá se exercitar pode soar como não se esforce o suficiente. Eu prefiro construir uma pequena oportunidade de movimento acompanhada, sem usar desempenho como medida de merecimento.
Como tornar o movimento mais acessível
Escolher atividade que o jovem tolera ou aprecia.
Começar com duração pequena e previsível.
Priorizar companhia e regularidade, não intensidade.
Considerar sono, dor, alimentação e condição física.
Interromper diante de sintomas preocupantes.
Ferramenta prática: convite de dez minutos
Convide para caminhar, dançar, alongar ou brincar por dez minutos, sem exigir compromisso maior. Pergunte como o corpo e o humor ficaram depois. Use a resposta para ajustar, não para pressionar.
O que você pode fazer agora
Escolha horários com mais energia.
Evite comparar desempenho anterior ou de colegas.
Combine atividade com o plano de tratamento.
Procure avaliação se houver recusa global, fraqueza ou risco.
Quando uma avaliação pode ajudar
Diretrizes incluem aconselhamento sobre exercício estruturado como parte do cuidado, mas tratamento de depressão depende da gravidade e pode envolver psicoterapia, família, escola e medicação sob acompanhamento.
Pensamentos suicidas, autoagressão ou incapacidade de autocuidado requerem avaliação imediata, independentemente de atividade física.
Fontes que usei para esta orientação
Sobre a autora
Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0
Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.
Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.
Quer organizar os próximos passos?
Se seu filho perdeu energia e interesse, podemos avaliar depressão e construir um plano de cuidado que inclua movimento de forma respeitosa.
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