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Comportamento no autismo: antes de corrigir, descubra o que ele comunica

Atualizado: 16 de jul.

Por Dra. Mônica Iovanovich

MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência

Comportamento é informação, mesmo quando precisa de limite

Comportamentos intensos em crianças autistas podem estar relacionados a comunicação, fuga de uma demanda, acesso a algo, regulação sensorial, dor ou atenção. Compreender a função não significa permitir risco; significa escolher uma resposta que proteja e ensine.

Quando uma mãe relata agressão ou gritos, eu não começo perguntando qual castigo aplicou. Pergunto o que aconteceu antes, como a criança comunicou desconforto e se houve mudança de sono, alimentação ou saúde.

Perguntas antes de interpretar como desobediência

  • Há dor, doença, fome, cansaço ou constipação?

  • A demanda está clara e adequada à habilidade?

  • O ambiente está sensorialmente sobrecarregado?

  • A criança tem forma eficiente de pedir pausa, ajuda ou recusar?

  • O comportamento produz sempre o mesmo resultado?

Ferramenta prática: registro ABC com hipótese

Anote antecedente, comportamento observável e consequência. Depois acrescente uma hipótese e uma alternativa a ensinar. Revise vários episódios antes de concluir a função.

O que você pode fazer agora

  • Proteja sem humilhar ou prolongar conflito.

  • Ajuste gatilhos modificáveis.

  • Ensine comunicação alternativa para a mesma necessidade.

  • Reforce o comportamento substituto de forma consistente.

Quando uma avaliação pode ajudar

Mudança súbita ou intensa exige avaliação de saúde. Para padrões persistentes, uma análise funcional e um plano coordenado podem combinar ajustes ambientais, ensino de habilidades e apoio à família.

Fontes que usei para esta orientação

Sobre a autora

Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0

Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.

Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.

Quer organizar os próximos passos?

Se o comportamento está colocando a criança ou a família em risco, podemos investigar causas médicas, padrões e necessidades de suporte.

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Dra. Mônica Iovanovich
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