Comportamento no autismo: antes de corrigir, descubra o que ele comunica
- Dra. Mônica Iovanovich
- 30 de jul. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jul.
Por Dra. Mônica Iovanovich
MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
Comportamento é informação, mesmo quando precisa de limite
Comportamentos intensos em crianças autistas podem estar relacionados a comunicação, fuga de uma demanda, acesso a algo, regulação sensorial, dor ou atenção. Compreender a função não significa permitir risco; significa escolher uma resposta que proteja e ensine.
Quando uma mãe relata agressão ou gritos, eu não começo perguntando qual castigo aplicou. Pergunto o que aconteceu antes, como a criança comunicou desconforto e se houve mudança de sono, alimentação ou saúde.
Perguntas antes de interpretar como desobediência
Há dor, doença, fome, cansaço ou constipação?
A demanda está clara e adequada à habilidade?
O ambiente está sensorialmente sobrecarregado?
A criança tem forma eficiente de pedir pausa, ajuda ou recusar?
O comportamento produz sempre o mesmo resultado?
Ferramenta prática: registro ABC com hipótese
Anote antecedente, comportamento observável e consequência. Depois acrescente uma hipótese e uma alternativa a ensinar. Revise vários episódios antes de concluir a função.
O que você pode fazer agora
Proteja sem humilhar ou prolongar conflito.
Ajuste gatilhos modificáveis.
Ensine comunicação alternativa para a mesma necessidade.
Reforce o comportamento substituto de forma consistente.
Quando uma avaliação pode ajudar
Mudança súbita ou intensa exige avaliação de saúde. Para padrões persistentes, uma análise funcional e um plano coordenado podem combinar ajustes ambientais, ensino de habilidades e apoio à família.
Fontes que usei para esta orientação
Sobre a autora
Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0
Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.
Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.
Quer organizar os próximos passos?
Se o comportamento está colocando a criança ou a família em risco, podemos investigar causas médicas, padrões e necessidades de suporte.
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