Autismo no fim da adolescência: preparando a transição para a vida adulta
- Dra. Mônica Iovanovich
- 30 de jul. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jul.
Por Dra. Mônica Iovanovich
MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
A transição começa antes do último dia na pediatria
Para adolescentes autistas, a transição para a vida adulta envolve saúde, educação, autonomia, trabalho, proteção e mudança de serviços. Um plano gradual reduz rupturas e deve considerar capacidades, preferências e necessidade de apoio, sem presumir independência total nem dependência permanente.
Mães costumam carregar o mapa inteiro da vida do filho na própria memória. Perto da maioridade, esse sistema fica frágil. Eu incentivo transformar conhecimento familiar em documentos simples e incluir o adolescente nas decisões possíveis.
Áreas que precisam de planejamento antecipado
Quem acompanhará saúde física e mental após a transição.
Como serão organizados medicamentos, consultas e documentos.
Habilidades de autocuidado, dinheiro, transporte e segurança.
Planos educacionais, ocupacionais e de convivência.
Forma de comunicação, consentimento e participação nas decisões.
Ferramenta prática: passaporte de cuidado
Crie um resumo com diagnósticos, medicamentos, alergias, formas de comunicação, sensibilidades, sinais de dor, estratégias úteis, contatos e preferências. Revise com o adolescente e a equipe ao menos uma vez por ano.
O que você pode fazer agora
Comece a conversa antes da maioridade.
Ensine uma habilidade de autonomia por vez.
Visite ou conheça o serviço adulto antes da transferência.
Revise direitos e apoios com fontes oficiais.
Quando uma avaliação pode ajudar
A transição exige coordenação entre serviços infantojuvenis e adultos. Necessidades de saúde mental, epilepsia, sono, alimentação e outras condições devem continuar sendo acompanhadas, não atribuídas automaticamente ao autismo.
Fontes que usei para esta orientação
Sobre a autora
Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0
Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.
Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.
Quer organizar os próximos passos?
Se a maioridade está chegando e o plano ainda depende só da memória da mãe, podemos organizar prioridades clínicas e um passaporte de cuidado.
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