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TDAH não tratado na adolescência: riscos reais sem alarmismo

Atualizado: 16 de jul.

Por Dra. Mônica Iovanovich

MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência

Risco não é destino, e tratamento não é apenas remédio

Quando o TDAH causa prejuízo e não recebe apoio, adolescentes podem enfrentar mais dificuldades acadêmicas, conflitos, baixa autoestima, acidentes, uso problemático de substâncias e condições emocionais. Isso não acontece com todos, e apoio adequado pode reduzir riscos.

Eu evito usar medo para convencer uma família. Prefiro mostrar sinais atuais de prejuízo e construir proteção: vínculo, tratamento, escola, sono, segurança e participação do adolescente nas decisões.

Sinais de que o plano precisa mudar

  • Queda escolar ou abandono de tarefas importantes.

  • Conflitos intensos e vergonha persistente.

  • Comportamentos impulsivos com risco.

  • Uso de álcool, nicotina ou outras substâncias.

  • Ansiedade, depressão, autoagressão ou isolamento.

Ferramenta prática: conversa de proteção em quatro áreas

Pergunte ao adolescente o que está mais difícil em escola, relações, saúde e futuro. Escolham uma área prioritária e uma mudança possível. Evite transformar a conversa em interrogatório sobre todos os riscos de uma vez.

O que você pode fazer agora

  • Inclua o adolescente na escolha e revisão do tratamento.

  • Planeje transição de responsabilidades e, depois, para cuidado adulto quando necessário.

  • Monitore direção, substâncias e segurança de modo adequado à idade.

  • Trate condições coexistentes, não apenas sintomas centrais.

Quando uma avaliação pode ajudar

Tratamento é um plano abrangente que pode incluir ajustes ambientais, habilidades, psicoterapia, família, escola e medicação. Acompanhamento regular identifica mudanças de risco e permite revisar decisões.

Diante de autoagressão, ameaça suicida ou risco imediato, permaneça com o adolescente e procure emergência ou SAMU 192. O CVV atende pelo 188.

Fontes que usei para esta orientação

Sobre a autora

Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0

Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.

Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.

Quer organizar os próximos passos?

Se seu adolescente está acumulando prejuízos ou recusando um plano que não faz sentido para ele, podemos reconstruir a avaliação e as metas com participação ativa.

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Dra. Mônica Iovanovich
Médica | CRM 52-110005-0
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