TDAH não tratado na adolescência: riscos reais sem alarmismo
- Dra. Mônica Iovanovich
- 1 de ago. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jul.
Por Dra. Mônica Iovanovich
MÉDICA | CRM 52-110005-0 | Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
Risco não é destino, e tratamento não é apenas remédio
Quando o TDAH causa prejuízo e não recebe apoio, adolescentes podem enfrentar mais dificuldades acadêmicas, conflitos, baixa autoestima, acidentes, uso problemático de substâncias e condições emocionais. Isso não acontece com todos, e apoio adequado pode reduzir riscos.
Eu evito usar medo para convencer uma família. Prefiro mostrar sinais atuais de prejuízo e construir proteção: vínculo, tratamento, escola, sono, segurança e participação do adolescente nas decisões.
Sinais de que o plano precisa mudar
Queda escolar ou abandono de tarefas importantes.
Conflitos intensos e vergonha persistente.
Comportamentos impulsivos com risco.
Uso de álcool, nicotina ou outras substâncias.
Ansiedade, depressão, autoagressão ou isolamento.
Ferramenta prática: conversa de proteção em quatro áreas
Pergunte ao adolescente o que está mais difícil em escola, relações, saúde e futuro. Escolham uma área prioritária e uma mudança possível. Evite transformar a conversa em interrogatório sobre todos os riscos de uma vez.
O que você pode fazer agora
Inclua o adolescente na escolha e revisão do tratamento.
Planeje transição de responsabilidades e, depois, para cuidado adulto quando necessário.
Monitore direção, substâncias e segurança de modo adequado à idade.
Trate condições coexistentes, não apenas sintomas centrais.
Quando uma avaliação pode ajudar
Tratamento é um plano abrangente que pode incluir ajustes ambientais, habilidades, psicoterapia, família, escola e medicação. Acompanhamento regular identifica mudanças de risco e permite revisar decisões.
Diante de autoagressão, ameaça suicida ou risco imediato, permaneça com o adolescente e procure emergência ou SAMU 192. O CVV atende pelo 188.
Fontes que usei para esta orientação
Sobre a autora
Dra. Mônica Iovanovich - MÉDICA | CRM 52-110005-0
Sou médica, mãe e fundadora do Espaço Mentes Pequeninas. Minha atuação é dedicada a compreender o desenvolvimento e a saúde mental de crianças e adolescentes, acolhendo também as dúvidas, a sobrecarga e as decisões das famílias. Atuação em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência.
Autoria e responsabilidade editorial: Dra. Mônica Iovanovich, CRM 52-110005-0. Conteúdo informativo, sem diagnóstico individual pela internet.
Quer organizar os próximos passos?
Se seu adolescente está acumulando prejuízos ou recusando um plano que não faz sentido para ele, podemos reconstruir a avaliação e as metas com participação ativa.

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